Quando uma empresa trabalha com a distribuição de produtos, a logística é uma etapa superimportante, pois é por meio dela que são definidas todas as etapas necessárias para que o serviço funcione de forma integral.

Dentre essas etapas, encontra-se a gestão de risco, um ponto imprescindível a se pensar, visto que imprevistos podem acontecer e, consequentemente, acarretar em atrasos ou extravios de mercadorias.

Sabendo da importância disso, hoje nós trazemos um texto sobre a segurança no trajeto, tanto para os motoristas quanto para os clientes finais. Acompanhe a leitura e saiba mais sobre o assunto.

A realidade brasileira

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulga, todos os anos, um levantamento com os números de roubos de carga no Brasil 一 e isso desde 1998.

Na pesquisa mais recente (2021), que contém as estatísticas referente ao ano anterior, o nosso país registrou 14.159 ocorrências de roubos de cargas, 23% a menos que em 2019. Apesar dessa queda ser positiva, a quantidade de roubos ainda é alta e precisa ter a atenção de todos os envolvidos na área.

Além do número de ocorrências, a pesquisa da NTC&Logística também traz quais são os produtos mais visados para assalto. São eles:

⦁ Alimentícios;
⦁ Eletrônicos;
⦁ Combustíveis;
⦁ Cigarros;
⦁ Bebidas;
⦁ Autopeças;
⦁ Têxteis e confecções;
⦁ Artigos farmacêuticos;
⦁ Defensivos agrícolas.

Se você trabalha em alguma dessas frentes, fica o alerta!

A importância da segurança no trajeto

A segurança no trajeto de transporte de cargas precisa ser estruturada de acordo com fatores internos e externos que podem acontecer durante a operação. Por isso, trabalhar com hipóteses na gestão de risco é fundamental.

Além de listar todas as possibilidades possíveis do que pode acontecer, você precisa pensar, também, em quais efeitos elas acarretam. Com isso, fica muito mais fácil garantir a segurança e a integridade de todos os envolvidos, seja um veículo ou a própria carga.

Motoristas

As pessoas que dirigem os veículos que transportam a carga da sua empresa são os responsáveis pela linha de frente prática. Logo, estão expostos a assaltos, acidentes ou algum outro tipo de transtorno que possa afetar a sua saúde física ou mental.

Diante disso, é interessante que a transportadora tenha um protocolo do que deve ser feito caso algo aconteça com um de seus colaboradores.

Veículos

Bens materiais da transportadora, os veículos precisam estar em pleno funcionamento para que o transporte de carga seja feito da maneira correta do início ao fim do trajeto.

Para que a frota esteja em condições de operar nas estradas brasileiras, é preciso atentar-se às manutenções preventivas. Sem elas, seus caminhões podem limitar o fluxo operacional da empresa, assim como diminuir a sua capacidade de trabalho.

Carga

Existem diferentes tipos de cargas que podem ser transportadas, desde as mais corriqueiras, como alimentos, até as perigosas, como explosivos.

Portanto, na hora que o seu cliente solicitar um transporte, é preciso averiguar qual o melhor modal para a operação e até mesmo o melhor motorista. Assim, a respectiva carga chegará ao seu destino da maneira certa e dentro do prazo.

É importante lembrar que cargas perigosas possuem normas específicas para serem transportadas, tanto em aviões quanto em navios.

Trajeto

Por mais que o trajeto não seja algo de responsabilidade da transportadora, mas sim do governo (estadual ou federal), é importante que o seu motorista esteja ciente das legislações de trânsito para cada tipo de carga que está transportando.

Outro ponto crucial sobre isso é com relação às condições das estradas brasileiras: cerca de 1.400 km não são pavimentadas, o que pode causar alguma avaria nos elementos que estão dentro do veículo.

Como executar a segurança no trajeto

Como tudo pode acontecer enquanto a sua carga está na estrada, nessa hora vale o ditado: prevenir é o melhor remédio 一 e sempre será.

Portanto, para que a segurança de sua empresa esteja de acordo com o esperado, é interessante investir em um seguro e também em tecnologias de rastreamento.

Seguro

Para o seguro de transporte, duas categorias são existentes: a dos transportes especificamente falando (contratado pela transportadora ou pelo cliente) e a de responsabilidade civil (contratado pela transportadora).

Conheça a seguir alguns tipos de seguros disponíveis no mercado:

Seguro de TN (Transporte Nacional)

Tipo de seguro que garante ao dono da carga o pagamento integral dos danos causados a suas mercadorias durante qualquer trajeto dentro do território nacional.

RCTR (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga)

Também conhecido como Seguro Obrigatório, o RCTR é utilizado para qualquer dano ou perda de cargas causado por acidente rodoviário.

RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa por Desaparecimento de Carga)

Seguro utilizado para cargas que são roubadas em trânsito. Como o próprio nome já sugere, ele não é obrigatório 一 mas caso você queira adquiri-lo, é preciso contratar primeiro o RCTR.

RR (Risco Rodoviário)

Seguro contratado pelo cliente, o RR cobre incidentes tanto em veículos próprios como em terceiros. Entre esses incidentes podem estar incêndios, colisões ou roubos.

Rastreio

Além do seguro, ter um sistema de rastreamento também é interessante para quem trabalha em prol da segurança no trajeto.

Veja as opções mais usadas:

GPS

Sigla de Global Position System, o GPS é o meio mais conhecido de rastreamento de cargas. Com ele, o transporte é monitorado via satélite durante as 24 horas do dia e os 7 dias da semana.

Para que o sistema funcione corretamente, um receptor é instalado no caminhão para que ele receba os sinais do satélite e decodifique as informações de localização. Essas informações, então, são enviadas para uma central de monitoramento, que, posteriormente, repassa para as transportadoras.

Com o uso do GPS, é possível enviar alertas ao veículo ou até mesmo bloqueá-lo, caso algo incomum seja detectado.

Radiofrequência

Com um funcionamento muito parecido com o GPS, o rastreamento via radiofrequência funciona a partir de sinais de rádio. Aqui, as informações captadas pelas antenas criam uma triangulação para que a localização seja reconhecida.

Uma vantagem desse tipo de rastreamento é a existência do acompanhamento do veículo quando ele está em locais fechados, como túneis, galpões e subsolos.

RFID

A radiofrequência com identificação (RFID) é um tipo de rastreio semelhante ao de radiofrequência, só que com a possibilidade de rastrear a mercadoria até mesmo quando ela já foi retirada do veículo.

Isso acontece com a inserção de uma etiqueta com chip nos produtos, a qual emite informações por meio de ondas de rádio para um receptor e uma antena. Dessa forma a transportadora consegue rastrear em tempo real a localização da carga.

Telemetria

Ao contrário dos demais rastreadores, que possibilitam o rastreamento da localização de uma carga, a telemetria proporciona identificar informações a mais.

A partir dela, a transportadora, além de saber onde sua frota está, também tem acesso a outros elementos que envolvem o serviço de transporte, tais como:

⦁ Velocidade do veículo;
⦁ Consumo de combustível;
⦁ Distância percorrida;
⦁ Situação do trânsito em determinadas regiões;
⦁ Ocorrência de frenagens mais bruscas.

Com essa tecnologia, o desempenho dos motoristas pode ser melhorado, bem como a prevenção de riscos durante o percurso.

Com a Transligue, sua carga está em segurança em todo o trajeto

Ao contratar os serviços de transporte da Transligue, você tem a garantia de que seus produtos chegarão ao destino dentro do prazo e sem prejuízos.

Além do monitoramento constante de nossa frota e da contratação dos seguros necessários para cobrir os possíveis danos, você também tem acesso ao rastreamento em tempo real, possibilitando ainda mais segurança.

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